O Acervo do Templo da Estrela Verde foi criado como resgate das tradições musicais dos templos brasileiros,conhecidos como Umbandas,Encantarias e Nações. Inclui a recuperação de fonogramas antigos, que são salvos em arquivos digitais e o registro de todo tipo de manifestação musical desta origem. Aqui postamos comentários e exemplos dos discos já catalogados. Contatos: obashanan2@yahoo.com.br
Tuesday, February 05, 2008
Friday, January 25, 2008
Cânticos de Umbanda - 1.o festival de música afro-brasileira da corrente da rosa vermelha - 1978

Cânticos de Umbanda - 1.o festival de música afro-brasileira da corrente da rosa vermelha - Cânticos de Umbanda - LP - DJ produções - 1978
01.Deusa Encantada; 02.Vovó Juventina; 03.O galo Cantou; 04.Ogum, Oxum e Iansã; 05.me tira dessa poça; 06.Colhendo rosas da Jurema; 07.Caboclo Relâmpago; 08.Lindo cocar de caçador; 09.mandinga de velho; 10.Caboclo Cipó; 11.Iemanjá, Ogum Beira Mar; 12.proteção dos orixás; 13.Saudação ao povo afro-brasileiro; 14.Verdades;
Mais de 40 terreiros participam deste disco maravilhoso. Pontos de louvação com instrumental de samba e ritmos de terreiro, Ijexás, Cabulas, Congos de Ouro. Músicos de primeira, composições realmente inspiradas, verdadeiros hinos sinceros de agradecimento ao astral. Todos os vocalistas são realmente impressionantes. Ouvimos muitos cânticos deste LP sendo entoados em terreiros pelo Brasilm afora e, sinceramente, não destoaram em nada nos rituais. Mas eram os anos 70 e naquela época os compositores de terreiro eram movidos pela fé e não pela grana e pela vaidade de serem notados em seus pequenos núcleos e comunidades. Que voltem esses tempos e que discos maravilhosos como este aconteçam com mais frequência.
Monday, January 21, 2008
Mestre Pastinha/Mestre Bimba - provavelmente anos 40 (mestre Bimba) e anos 60 (Mestre Pastinha)

01.Dim, dim, dim; 02.Ferro de bater; 03.Água de beber; 04.Aruandê; 05.Maior é Deus; 06.Eu já vivo enjoado; 07.Bê a bá do berimbau; 08.Eu vou levar meu abc; 09.Eu nasci prá capoeira;
Mestre Pastinha
Vicente Ferreira Pastinha nasceu em 1889, filho do espanhol José Señor Pastinha e de Dona Maria Eugênia Ferreira. Seu pai era um comerciante, dono de um pequeno armazém no centro histórico de Salvador e sua mãe, com a qual ele teve pouco contato, era uma negra natural de Santo Amaro da Purificação e que vivia de vender acarajé e de lavar roupa para famílias mais abastadas da capital baiana.
Menino ainda, Mestre Pastinha conheceu a arte da capoeira com apenas 8 anos de idade, quando um africano que chamava carinhosamente de Tio Benedito, ao ver o menino pequeno e magrelo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe a arte da Capoeira. Durante três anos, Pastinha passou tardes inteiras num velho sobrado da Rua do Tijolo, em Salvador, treinando golpes como meia-lua, rasteira, rabo-de-arraia e outros. Ali aprendeu a jogar com a vida e a ser um vencedor.
Viveu uma infância feliz, porém modesta. Durante as manhãs freqüentava aulas no Liceu de Artes e Ofício, onde também aprendeu pintura. À tarde, empinava pipa e jogava Capoeira. Aos treze anos era o moleque mais respeitado e temido do bairro. Mais tarde, foi matriculado na Escola de Aprendizes Marinheiros por seu pai, que não concordava muito com a vadiagem do moleque. Conheceu os segredos do mar e ensinou aos colegas as manhas da Capoeira.
Aos 21 anos voltou para o centro histórico, deixando a Marinha para se dedicar à pintura e exercer o ofício de pintor profissional. Suas horas de folga eram dedicadas à prática da Capoeira, cujos treinos eram feitos às escondidas, pois no início do século esta luta era crime previsto no Código Penal da República.
Em fevereiro de 1941, fundou o Centro Esportivo de Capoeira Angola, no casarão n.º 19 do Largo do Pelourinho. Esta foi sua primeira academia-escola de Capoeira. Disciplina e organização eram regras básicas na escola de Mestre Pastinha e seus alunos sempre usavam calças pretas e camisas amarelas, cores do Ypiranga Futebol Clube, time do coração do mestre.
Mestre Pastinha viajou boa parte do mundo levando a Capoeira para representar o Brasil em vários festivais de arte negra. Ele usava todos os seus talentos para valorizar a arte da Capoeira. Fazia versos e chegou a escrever um livro, Capoeira Angola, publicado em 1964, pela Gráfica Loreto. Trabalhou muito em prol da Capoeira, divulgou a arte o quanto lhe foi possível e foi reconhecido por muitos famosos que se maravilharam com suas exibições. Aos 84 anos e muito debilitado fisicamente, deixou a antiga sede da Academia para morar num quartinho velho do Pelourinho, com sua segunda esposa, Dona Maria Romélia e a única renda financeira que tinha era a das vendas dos acarajés que sua esposa vendia. No dia 12 de abril de 1981, Pastinha participou do último jogo de sua vida. Desta vez, com a própria morte. Ele, que tantas vezes jogou com a vida, acabou derrotado pela doença e pela miséria. Morreu aos 92 anos, cego e paralítico, no abrigo D. Pedro II, em Salvador, numa sexta-feira, 13 de Novembro de 1981, vítima de uma parada cardíaca que, no estado frágil em que se encontrava, foi fatal. Pequeno e notável em sua arte, Mestre Pastinha nos deixou seus ensinamentos de vida em muitas mensagens fortes e inesquecíveis como esta: "Ninguém pode mostrar tudo o que tem. As entregas e revelações tem que ser feitas aos poucos. Isso serve na Capoeira, na família e na vida. Há momentos que não podem ser divididos com ninguém e nestes momentos existem segredos que não podem ser contados a todas as pessoas."
Na Capoeira de Angola, vale mais a astúcia do que a força muscular. O método de Pastinha, ensinado regularmente desde 1910, consiste em golpes desferidos quase que em câmara lenta. O capoeirista fica a maior parte do tempo com o corpo arqueado e sua ginga é de braços soltos, relaxados, porque a tática era se fazer de fraco diante do oponente. Os golpes não tem pressa de chegar, mas quando chegam o fazem de forma harmoniosa. Muitas pessoas que conheceram a Capoeira Angola acham que ela é menos violenta, pois os golpes são desferidos em câmera lenta, mas às vezes chega a ser mais perigosa que a Capoeira Regional. Como Mestre Pastinha dizia: "Capoeira Angola é, antes de tudo, luta e luta violenta."
Mestre Bimba
Em 23 de Novembro de 1900, início de um novo século, no Bairro de Engenho Velho, Freguesia de Brotas, em Salvador, Bahia, nascia Manoel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA. Seu apelido ele ganhou logo que nasceu, em virtude de uma aposta feita entre sua mãe e a parteira. Sua mãe, dona Maria Martinha do Bonfim, dizia que daria luz à uma menina. A parteira afirmava que seria homem. Apostaram: perdeu dona Maria e o filho, Manoel, que ganhou o apelido que lhe acompanharia pela vida inteira: Bimba, um nome popular do órgão sexual masculino.
Seu pai, Luís Cândido Machado, já era citado nas festas de largo como grande "Batuqueiro", como Campeão de "Batuque", "a luta braba, com quedas, com a qual o sujeito jogava o outro no chão". De 1890 a 1937, a Capoeira foi crime previsto pelo Código Penal da República. Simples exercícios nas rua davam até seis meses de prisão. Aos 12 anos de idade, Bimba, o caçula de Dona Martinha, iniciou-se na Capoeira, na Estrada das Boiadas, hoje o grande bairro negro Liberdade. Seu mestre foi o africano Bentinho, Capitão da Companhia de Navegação Baiana.
Nesse tempo a Capoeira ainda era bastante perseguida e Bimba contava:"Naquele tempo Capoeira era coisa para carroceiro, trapicheiro, estivador e malandros. Eu era estivador, mas eu fui um pouco de tudo. A Polícia perseguia um capoeirista como se persegue um cão danado. Imagine só que um dos castigos que davam a capoeiristas que fossem pegos brigando, era amarrar um punho num rabo de cavalo e o outro em cavalo paralelo, os dois cavalos eram soltos e postos a correr em disparada até o Quartel. Comentavam até, por brincadeira, que era melhor brigar perto do Quartel, pois houve muitos casos de morte. O indivíduo não agüentava ser arrastado em disparada pelo chão e morria antes de chegar ao seu destino: o Quartel de Polícia."
A essa altura, Bimba começou a sentir que a Capoeira que ele praticava e ensinou por bom tempo, tinha se folclorizado, assim como a Bahia, que degenerou-se e passou a servir de "prato do dia" para "pseudo-capoeiristas", que utilizavam a Capoeira unicamente para exibição em praças, e, por ter eliminado seus movimentos fortes, mortais, deixava muito a desejar em termos de luta. A "pantomima" se fazia altamente necessária a esse tipo de jogo para "inglês ver". O capoeirista se tornou um folclórico em demasia, sem a verdadeira malícia e eficiência técnica que uma luta como a Capoeira exigia. Foi para reverter esse quadro que Bimba criou a Capoeira Regional, aproveitando-se de golpes do "batuque", luta da qual seu pai foi campeão, do Jiu-jítsu e do Boxe, e criou um método de ensino. Para fugir de qualquer pista que lembrasse a origem marginalizada da Capoeira, mudou alguns movimentos, eliminou a malícia da postura do capoeirista, colocando-o em pé e criou um código de ética rígido que exigia até higiene, estabeleceu o uniforme branco e se meteu até na vida privada dos alunos.
Teve o cuidado de retirar a palavra "Capoeira" do nome da academia que fundou em 1932 em Salvador, o "Centro de Cultura Física e Luta Regional". O resultado é que, a partir daí, a Capoeira começou a ganhar alunos da classe média branca e, também, a se dividir. Até hoje Angoleiros e Regionais criticam-se mutuamente, embora se respeitem. Os primeiros se consideram guardiões da tradição, enquanto os outros acham que a Capoeira "deve evoluir". Mas, com isso, Mestre Bimba deu ares atléticos ao jogo e atraiu as mulheres, até então excluídas das rodas. O jogo que Mestre Bimba criou é um jogo mais rápido, em que os capoeiristas jogam de pé, não jogando tanto no chão quanto na Capoeira Angola.
Este disco nos foi enviado por um grande amigo baiano, não possui rótulo e provavelmente trata-se de uma prensagem independente de outras edições. Um disco maravilhoso com registros importantíssimos destas duas lendas da arte marcial brasileira.
Para ouvir a faixa 03, de Mestre Bimba, "Água de beber", clique abaixo:
Para ouvir a faixa 05, de Mestre Pastinha, "Maior é Deus", clique abaixo:
Thursday, January 17, 2008
Baianinha - Umbanda - Força Maior - 1982?

Baianinha - Umbanda - Força Maior - LP - Beverly - 1982 (provavelmente gravações dos anos 60)
01.Marinheiro de Aruanda; 02.Oxossi Rei da Mata; 03.Venho de Aruanda; 04.Caboclo Ubirajara; 05.Mãe Maria Conga; 06.Canto de Fé; 07.Força dos Orixás; 08.Força Maior; 09.Festa na Beijada; 10.Inhassã; 11.Saravá Pai Joaquim; 12.Canto da Sereia;
Para ouvir a faixa 12, "Canto da Sereia", clique abaixo:
Kitabu - Nei Lopes

Wednesday, January 16, 2008
Aparecida - Samba Afro-Axé - 1996/2000
Capa edição 2000Aparecida - Os deuses afros - 1978

Aparecida - Os Deuses Afros - LP - 1978
01.Os deuses afros; 02.Aruê; 03.Diongo, Mundiongo; 04.Tereza Aragão; 05.Talunde; 06.Se segura Zé; 07.A Maria começa a beber; 09.Terreiro de Mãe Nazinha; 10.Nanã Boroquê; 11.Melodia não deixa Parada de Lucas; 12.Inferno Verde; 13.Grongoiô, popoiô; 14.Lágrimas de Oxum;
A obra de Aparecida tinha tanta qualidade que a gravadora sobreviveu durante anos lançando coletâneas de seus discos. Esta é mais uma coletânea, com músicas que não fizeram tanto sucesso, e outras que estouraram e se tornaram verdadeiros mitos, como "Tereza Aragão" e "A Maria começa a beber".
Para ouvir a faixa 01, "Os deuses afros", clique abaixo:
Tuesday, January 15, 2008
Os Grandes sucessos de Aparecida - 1977

01. Boa noite; 02.Meu São Benedito; 03.17 Anos; 04.Rosa para Iansã; 05.Todo mundo é preto; 06.Segredos do mar; 07.Mareia Oxum; 08.Saravá, saravá, Bahia; 09.Vovó Catarina; 10.Proteção; 11.Tributo às almas; 12.Santo Antônio de Pemba;
Talvez o disco mais conhecido de Aparecida, que conta com as músicas que fizeram sucesso radiofônico na época, acrescidas das duas primeiras faixas de sua carreira, que constam de uma coletânea do início dos anos 70. O disco, impecável, uma pérola negra, minha gente!!
Para ouvir a faixa 01, "Boa Noite", clique abaixo:
Sunday, January 13, 2008
Carolina Soares - 1990
Carolina Soares - CD - Independente - 1990 Viva Bahia - Volume 2 - 1968
Viva a Bahia - Volume 2 - LP - Philips - 196801.Candomblé de Kêto; 02.Samba de Roda; 03.Capoeira;
Para ouvir o excerto da faixa 01, "Oyá", clique abaixo:
Wednesday, January 09, 2008
Aparecida - Cantigas de fé - 1978

01.Oxum Maré, cadê você?/Caô Arô Odaiá/Ogum Xoroquê; 02.Xangô Daniel/O jogador de pião; 03.Dô, dô, rô/hoje tem alegria; 04.Renata Lú/Malembe Oxum; 05.Aos Orixás/Cristo nasceu; 06.Ajiberum, Salubá, Odaiá/Prece a Iemanjá;
Talvez este seja o disco mais explicitamente "makumbístico" de Aparecida. As faixas possuem vários temas sem interrupção, no melhor estilo de xirê de terreiro, onde uma cantiga vem atrás da outra, interligadas apenas pelas palmas dos médiuns. E a banda, incrivelmente precisa, limpa e impecável na execução de sambas e jongos tocados com energia e espontaneidade. Além disso, os temas e a interpretação são maravilhosos, ela, solene, tratando o clima ritual como somente uma filha de orixá faria, com tom respeitoso e soberania na voz. Um disco emocionante!! Salve Aparecida!!
Para ouvir a faixa 05, "Aos Orixás/Cristo Nasceu", clique abaixo:
Sunday, January 06, 2008
Obá Kawô: Sua real majestade - 1993

01.Obá Coba Penaô; 02.bara ê ti Boasé; 03.Ê mo dô bi; 04.Saorô ginguin; 05.Obá Padewalonan; 06.Au-ra Ure; 07.Arelê o Bacowao; 08.Obá Alafim; 09.Obá Seré; 10.Ya masse Malé; 11.Obá Dodê; 12.Adupé; 13.Adupé Ni mobá; 14.A um bobo o luwo;
Alabês: Arodobi, Nil, Regivaldo Paul e Dú;
Coro: Oroniundebê, Rosângela D'Oxum, Geni d'Obaluaiê, Keminsudan, Arlet D'Ewá, Ekedi Isabel, Thaís d'Oxum, Ekedy Fabiana, Toninho de Oxum.
Apesar da parte gráfica possuir alguns erros, "Majestade" está escrito com "G" na capa, além de outros erros na tradução das músicas, o disco, na parte musical foi feito com carinho e cuidado. Se existem problemas são na captação dos instrumentos e na produção dos corais - algumas vozes desafinam muito e percebe-se uma certa insegurança, talvez fruto de inexperiência no estúdio - mas é um trabalho agradável, com algumas cantigas poucas vezes ouvidas nos cantos de terreiro.
Para ouvir a faixa 07, "Arelê o Bacowao", clique abaixo:
Saturday, January 05, 2008
Cavaleiro de Aruanda - 1972

Ronnie Von - Cavaleiro de Aruanda - LP - Polydor - 1972
Para ouvir a faixa 01, "Cavaleiro de Aruanda", clique abaixo:
Ganga Brasil - 1977

01.Festa Crioula; 02.Sete Cavaleiros; 03.Ganga Brasil; 04.Cuando Fubá; 05.A Xêpa; 06.Pai João; 07.Linda Capitã; 08.Tia Mocinha; 09.Conversa Fiada; 10.Ubirajara;
Em 1970 venceu o Festival Universitário do Rio de Janeiro com a música "Dia cinco", que compôs junto com Zé Jorge. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP solo, "Este é Rui Maurity". Foi em 1971 que gravou o seu maior sucesso, “Serafim e seus Filhos”, lançado no LP "Em busca do ouro”. Três anos depois lançou o disco “Safra 74", que teve algumas de suas músicas incluídas nas trilhas sonoras das novelas "Escalada" e "Fogo sobre terra", da TV Globo. Em 76 e 77 lançou, respectivamente, os LPs "Nem ouro nem prata" e "Ganga Brasil", que inclui a gravação do tema principal da novela "Dona Xepa", da TV Globo. Em 1978 gravou o disco "Bananeira mangará”.
Com o tempo foi caracterizando cada vez mais a sua carreira com os temas e músicas regionais e do imaginário de terreiro. Na década de 80 gravou os discos "Natureza" e “A Viola no Peito”. Realizou ainda inúmeros shows em diversas cidades brasileiras. No ano de 98 lançou o CD De coração, distribuído atualmente pela Kuarup, no qual interpreta diversas parcerias com José Jorge.
Como todos os discos de Rui, este é um trabalho extremamente sensível e de bom gosto. Ele consegue resolver com poucas palavras e com simplicidade muito dos sentimentos que se tem ouvindo os cânticos de terreiro. Apesar do grande sucesso deste disco ter sido a música "A Xêpa", quase todas as faixas remontam ao imaginário umbandista. É verdade que Rui sempre se inspirou nas melodias e harmonias dos pontos cantados, um de seus maiores sucessos, "Nem ouro nem prata" trata-se do ponto do Caboclo Aracati, com algumas modificações.
Para ouvir a faixa 02, "Sete Cavaleiros", clique abaixo:
Thursday, January 03, 2008
Aparecida - 1975

Ainda criança, interressou-se por música, aprendendo com os mais velhos da família os ritmos dos jongos e dos terreiros. Em 1949, a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Por essa época, trabalhou como passadeira em casas de família no bairro de Vila Isabel. Em 1952, já compunha suas primeiras músicas. Pouco tempo depois, Salvador Batista a levou para o programa "A Voz do Morro", incluindo-a em seu grupo como passista, conjunto ao qual atuou por dez anos.
No início da década de 1960, foi convidada a participar do filme "Benito Sereno e o Navio Negreiro", por cuja atuação recebeu de prêmio uma viagem a França, onde se apresentou interpretando, pela primeira vez, suas próprias composições.
Em 1965, voltou ao Brasil e venceu o "Concurso de Música de Carnaval do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro". Neste mesmo ano, foi também vencedora do "III Festival de Música de Favela", com o samba "Zumbi, Zumbi", representando a favela da Cafúa, de Coelho Neto.
No ano de 1968, compôs "A sonata das matas" para a Escola de Samba Caprichosos de Pilares.
É considerada, depois de Dona Ivone Lara, a segunda mulher a compor um samba-enredo vencedor dentro de uma escola de samba.
Em 1974, participou do LP "Roda de samba". No disco, lançado pela gravadora CID, que reunia Darci da Mangueira, Sidney da Conceição, Sabrina e Chico Bondade, entre outros, gravou pela primeira vez uma composição de sua autoria, "Boa-noite". Neste mesmo ano a gravadora CID lançou o LP "Roda de samba nº 2", no qual interpretou "Proteção" (David Lima e Pinga) e "Rosas para Iansã", de autoria de Josefina de Lima. No disco também participaram Nelson Cavaquinho, Sabrina, Roque do Plá, Rubens da Mangueira e Dida. N
Em 1976, gravou o LP "Foram 17 anos", lançado pela CID, no qual interpretou várias composições de sua autoria, entre elas "17 anos", "Grongoiô, propoiô" (c/ João R. Xavier e Mariozinho de Acari) e "Diongo, mundiongo".
Em 1977, lançou o disco "Grandes sucessos" (uma coletânea de seus sucessos desde o começo de sua carreira) e nos anos seguintes gravou pela RCA os LPs "Cantigas de fé" (1978), "Os deuses Afros (1978) (outra coletânea) e "13 de maio" (1979), no qual interpretou, além da canção título, "Aleluia Dom Miguel", "Mussy gatana", "Ceará" e "Indeuá matamba", todas de sua autoria.
No ano de 1996, a gravadora CID lançou em CD outra coletânea, "Aparecida, Samba, Afro, Axé", numa tentativa de vender sua imagem e sua temática na época em que estava em alta a música baiana. O mesmo disco seria mais uma vez relançado em 2000, como "O Samba de Aparecida".
Para ouvir a faixa 4, "Talundê", clique abaixo:
Wednesday, January 02, 2008
Os maiores sucessos de Umbanda - 1977

01.Nem ouro nem prata; 02.Só o ome; 03.Moça bonita; 04.Rainha do Mar; 05.Santo forte; 06.A deusa dos orixás; 07.Boa noite; 08.Conto de areia; 09.Segura etse samba (ogunhê); 10.Oração de Mãe Menininha; 11.Festa de santana; 12.Promessa ao Gantois; 13.A encruzilhada;
Para ouvir a faixa 13, "A encruzilhada", clique abaixo:
Sunday, December 30, 2007
Encontro dos Giros - Filho de Ogum - 1973
Encontro dos giros - Filho de Ogum - Manoel Bento - LP - Continental - 197301.Filho de Ogum; 02.Ogum de Ronda é me amigo; 03.A luz divina; 04.Ele vencerá; 05.Só cuide de Omulú; 06.Jardim do velho; 07.Eu venho de longe; 08.Cheguei da minha aldeia; 09.Por ordem de Sultão; 10.Bacia de Oxum; 11.Brincando com sereia; 12.Eu já fui pedir; 13.A minha homenagem; 14.Também é babalorixá;
Alabês e coro: Vadinho do Gantois; Vadinho da engomadeira; Sedir alves dos santos; Claudete Macedo; Olidelma; Gigi do pandeiro;
Manoel Bento era um querido ogã da Bahia e resolveu gravar este disco para louvar os orixás, guias e protetores, sob o patrocínio da famosa casa 7 linhas (que um dia acreditou na música de terreiro). Assim, compôs vários hinos de louvação que trazem bem explícitas a fé de Manoel no mundo astral. Acompanhado do lendário Vadinho do Gantois, um dos maiores alabês da história da religiosidade brasileira, este disco é muito bom de se ouvir. Manoel canta bem, com um coro simples mas eficiente. Um trabalho muito bonito e quase desconhecido dos umbandistas.
Bresil - Bahia - 1977

01.Mártir; 02.Ê Ganga; 03.Mãe Maria; 04.Zênite; 05.Obá Alá; 06.Águas; 07.Batah; 08.Samba de Roda; 09.Saca de Farinha/Aguerê; 10.Raios; 11.Jambelê; 12.Afochegue; 13.Alegria, alegria de Odundê;
Friday, December 28, 2007
Aparecida - Foram 17 anos - 1977

Músicos:
Papão -Bateria; Alexandre - Contrabaixo; Horondino - Violão; Jorgem Menezes: Violão; Hélcio Millito: percussão; Orlandivo: Percussão e Coro; Conjunto Nosso Samba: Percussão e coro; As gatas: coro; José Mexezes: violão; Celso; Flautas em Sol e Dó; Braz Limonge: Oboé; Gabriel: contrabaixo acústico; Os Tincoãs: coro;
Só pelo time acima já dá prá saber o nível deste disco, uma raridade em termos de exemplares e de proposta. Aparecida em seu segundo disco veio com tudo e deu no que deu: fez muito sucesso com "17 anos", "Todo mundo é preto", "Santo Antônio de Pemba" e "Grongoiô Popoiô". Mas isso não é tudo: como se não bastasse o naipe dos músicos que a acompanham, a presença de uma outra figura maravilhosa de nossa música encabeça o LP e o eleva a um patamar de qualidade que beira a excelência. Como prova de que naqueles tempos não haviam fronteiras entre a música secular e a música sacra, o grande SIVUCA participa das gravações com o respeito, responsabilidade e qualidade que não se vê hoje em dia quando se fala de música de terreiro. Que voltem essas eras!!!
Para ouvir a faixa 02, "Tributo às almas", clique abaixo:
Thursday, December 27, 2007
Amacy - Cantos de Umbanda -2005

1. Abertura; 2. Canto à Exu; 3. Defumação; 4. Defumação II; 5. Saudação à Pemba; 6. Saudação à Ogum; 7. Saudação à Ogum Beira-Mar; 8. Saudação à Xangô; 9. Saudação a Oxossi; 10. Saudação a Obaluaiê; 11. Saudação às Criancas; 12. Saudação a Yemanjà;13. Saudação a Oxum; 14. Saudação a Yansã; 15. Hino de Umbanda; 16. Saudação ao Caboclo Flecha Vermelha; 17. Saudação ao Caboclo Ubiratã; 18. Saudação às Almas; 19. Saudação aos Pretos Velhos; 20. Saudação aos Pretos Velhos II; 21. Saudação aos Pretos Velhos III; 22. Saudação à Cabocla Yamar; 23. Canto à Yemanja; 24. Saudação ao Povo da Bahia; 25. Saudação ao Povo da Bahia II; 26. Encerramento;
Dudu Tucci nasceu em São Paulo e vem de uma família de músicos. Já tocava atabaque em sua juventude em ritos de Umbanda. Estudou percussão clássica e flauta, antes de viajar em 1976 por vários países latino americanos onde descobriu muito da espiritualidade que o acompanha. Tocava com Arrigo Barnabé quando participou do Festival de Jazz de Berlim. Desde 1982 vive na Alemanha onde trabalhou e trabalha com vários artistas, entre eles com o dançarino Ismael Ivo com o percussionista Reinhard Flatischler em sua turnê Megadrums e o grupo de percussão coreana "Samul Nori" que o levaram em 1988 para uma turnê no Japão e Coréia. Apresentações em vários festivais internacionais como as noites afrobrasileiras em Berlim e Tübingen, a EXPO 93 em Taejon, o Percpan em 1993 em Salvador e no dia da percussão internacional em Koblenz em 1995. Juntamente com o musicólogo Thiago de Oliveira, publicou o livro Samba e sambistas no Brasil. Professor muito procurado de percussão, somente na Alemanha existem mais de 130 grupos de samba, cujo repertório foi fortemente influenciado pelos seus Workshops. Alem da participação em discos de vários artistas já lançou seis Cds solos. Neste trabalho, "Amacy", Dudu consegue, mesmo longe de suas raízes, morando na Alemanha, trazer a atmosfera dos cânticos de terreiro com uma propriedade poucas vezes vista. O disco é muito bem gravado e Dudu manda muito bem nos couros!! Mesmo dando atenção primordial à seu trabalho como percussionista profissional e estando afastado da vida religiosa no que se refere aos tambores, Dudu Tucci não deixa de ser um dos maiores alabês do Brasil em todos os tempos.
Para ouvir a faixa 22, "Saudação à Cabocla Yamar", clique abaixo:
