Monday, July 16, 2007

Capoeira Cordão de Ouro Vol.2 e 3 - 1978/1979

Capoeira Cordão de Ouro Vol.2 e 3 – Continental – LP – versão em cd contendo os dois discos – 1978/1979

Volume 2: 1.Capoeira; 2. Os Negros De Aruanda; 3. Cânticos De Capoeira; 4. Marinheiro Só; 5. O Congo Chegou; 6. Samba De Roda; 7. São Bento Grande De Angola;

Volume 3: 8. Maculelê; 9. O Mundo De Deus É Grande; 10. Cantigas De Capoeira; 11. Capoeira Câmara; 12. Samango; 13.Capoeira Ligeira; 14. Se Não Fosse A Escravidão; 15. Toques De Berimbau; 16. Igreja Do Bonfim;

Dirceu foi um dos maiores bateristas e percussionistas das décadas de 50/60/70. Tivemos o privilégio dele ser nosso professor de música durante muitos anos e foi com ele que aprendemos que a música estava muito além da mera estética de modismos, rótulos e influências silenciosas da dominação estrangeira. Dirceu, com sua aproximação da Capoeira nos ensinou a valorizar, em nossa adolescência, o contato positivo com as coisas da Umbanda e do Santo, uma vez que a nossa arte marcial nativa está intrinsecamente relacionada com o mundo religioso afro-brasileiro e é impossível dissociar o universo da capoeira do mundo dos terreiros. Nestes dois discos encontramos desde a capoeira retratada em sua pureza rítmica, com berimbau, atabaque e pandeiro (seja na ginga lenta e misteriosa de Angola, seja na velocidade estonteante dos toques da regional) até faixas onde o arranjo das músicas se aproxima bem mais da música regional de outras vertentes, como o samba de roda, o coco e o maracatu. Estes dois discos são essenciais, importantíssimos para a compreensão das pontes que ligam as origens da música brasileira nos templos às derivações lógicas da música popular. Dirceu deixou saudades como músico, professor, e divulgador da capoeira e da música do santo no Brasil e no mundo.


Para ouvir a faixa 2, "Os negros de Aruanda", clique abaixo:

3 comments:

adriano carão said...

aêêê! finalmente, um disco qi tenho! muito bom, realmente! quanto à relação entre a muzga dos terrêro e a muzga das roda di capuêra, vale veh qi o meno duas das faxa do disco, apesah di nun sêri exatamente capuêra, são parecida com certos ponto. na "Maculelê", por exemplo, tem o "boa noite pra qem é di boa noite...", qi o Pai Leonardo, meu amigo, disse seh parte di um ponto (pra Xangô, si nun me engano); dispois, tem o ponto di Cauiza, qi já uvi no terrêro, com pôca diferença; o trecho final, já vi no livro "As Festas dos Eguns" di Zé Ribêro. já "Marinheiro Só", famosíssima, vi com letra diferente no terrêro - começava assim: "no sertão real.."; e no disco do Zé Ribêro "No Reino de Angola", tem um ponto indêntico pro boiadêro: "Tata Mané Pa". axé.

Yan Kaô said...

A música de terreiro é origem de praticamente 80 por cento da música brasileira, carão, só falta os próprios brasileiros - a exemplo de Cuba - reconhecerem isso. Teríamos uma reviravolta muito grande em termos de cultura e identidade. A música da banda está por dentro por fora e em todos os ãmbitos da cultura popular. Tal como Deus na realidade. Umbanda é princípio e fim!!

adriano carão said...

sóóó... quanto a essa reviravolta na cutura, é algo qi luto por realizah minimamente. confira meu blog:
http://grouchocarao.blogspot.com
descupa si tô poluino dimais com esses linqes, maz, si tiveh notado, seu blog tá divugado no meu. faço qestão, pois é muito bom. axé.