
O Acervo do Templo da Estrela Verde foi criado como resgate das tradições musicais dos templos brasileiros,conhecidos como Umbandas,Encantarias e Nações. Inclui a recuperação de fonogramas antigos, que são salvos em arquivos digitais e o registro de todo tipo de manifestação musical desta origem. Aqui postamos comentários e exemplos dos discos já catalogados. Contatos: obashanan2@yahoo.com.br
Saturday, November 13, 2010
Monday, September 13, 2010
XII Congresso Afro-brasileiro de Uberlândia
Todas as tradições estiveram presentes!
Mestre Aramaty palestrandoGrandes Alabês de Uberlândia, ajudando em nossa palestra! Obrigado a todos!
Obashanan
Transmissão e educação nos terreiros. Quase tudo se transmite pelo axé do toque, do canto, da dança e das invocações. Tambor é comunicação!
Com Pai Élcio de OxaláThursday, September 09, 2010
XII Congresso das Tradições Afro-brasileiras
Agradecemos a direção do evento e a todos os amigos pela grata honra dessa participação!
Ayan Irê Ô!
Monday, June 21, 2010
Louvação ao Orixá Xangô no TEV - Templo da Estrela Verde - São José do Rio Preto
Completamos 13 anos de homenagens ao Orixá Xangô em nosso templo, situado em São José do Rio Preto. As quatro últimas louvações foram feitas de portas abertas a todos os irmãos das religiões afro-brasileiras e cada vez mais conseguimos estreitar os laços eternos da amizade e da espiritualidade. Convidamos a todos, mais uma vez, a participarem de nosso rito, no dia 26 de junho de 2010, às 20:30, no TEV - Templo da Estrela Verde, a casa de Xangô Ayrá, situado na cidade de São José do Rio Preto, na Rua Pepino Agrelli, 849 - Jd. Vetorazzo. Tel: 017 - 3011-3203.Após o rito será servido o já legendário Ajeum de Carneiro na Cerveja de nossa Yabassê, Yamandi, a Elaine de Oxum.
Aguardamos a todos por lá!
Kawô Kabiesilê!!
Obashanan
Abaixo, imagens de nosso rito de 2009, com a presença de ilustres Pais e Mães de santo de vários estados do Brasil, em especial, da saudosa Mãe Jesuína de Olímpia, decana da Umbanda com 97 anos de idade, além da apresentação dos tambores sagrados e a imprescindível gira de Caboclos.
Friday, January 29, 2010
Prêmio Blog Nota 10 (Blog Award Note 10)

Nosso Blog está inscrito na categoria “Blogueiro”.
A comissão julgadora estabeleceu como critérios: conteúdo, criatividade, apresentação, quantidade de postagens e de comentários.
http://www.africaeafricanidades.com/
Saturday, October 17, 2009
Jim Doney (EUA) e Mestre Obashanan (Brasil)
Jim Doney é um grande baterista americano de jazz que se dedicou, ao final dos anos 80 a pesquisa de harmonias e ritmos antigos da humanidade e usa seu conhecimento para fins terapêuticos. Jim é mestre pelo California Institute of Arts. É compositor, professor e produtor musical. Baseando-se nas leis musicais de Pitágoras, criou um instrumento chamado "Harpa pitagórica" A harpa Pitagórica é uma adaptação moderna do monocórdio original de Pitágoras e seu método de afinação gera potencialmente todas as formas de escalas e a harmonias dos povos do mundo, num só instrumento. Nele se encontram escalas Persas, Egípcias, Negro-africanas, Celtas, Indianas, Chinesas, Indígenas, etc, dependendo da região em que se toca o instrumento.Jim escutou nosso disco "Ayom Lonan" e ficou admirado com o fato de existirem ritmos de transe tão complexos no Brasil que lhe eram desconhecidos. Lhe dissemos que também somos estudiosos da "música das esferas" e depois de uma breve conversa, Jim nos convidou para uma "Jam" no espaço Kuikakali na Vila Madalena, onde fez algumas apresentações em sua visita ao Brasil. Foram quase oito horas de "viagens" intermináveis de improviso em percussão sacra e harmonias antigas e apesar da comunicação precária de ambos - conversávamos em "portunhol" e em "espaglês" - nos entendemos muito bem. Ficou o registro em vídeo e em áudio para no futuro compormos um disco juntos, quem sabe? Jim tornou-se nosso grande amigo e volta o ano que vem. Já marcamos mais um encontro de música e ritmos ancestrais!
Abaixo, em vídeo, alguns momentos da "Jam" de mais de oito horas:
Improviso 1:
Improviso 2:
Improviso 3:
Monday, August 24, 2009
KANGOMA NA AVENIDA PAULISTA
Thursday, August 06, 2009
ACERVO AYOM NA REVISTA + SOMA!!
http://www.mediafire.com/download.php?mmtmhm3onid






Thursday, July 30, 2009
Kangoma na Feira Preta - Pílula de Cultura

Show do Kangoma na Feira Preta - evento Pílula de Cultura
Friday, July 24, 2009
OFICINA RITMOS BANTU - MESTRE OBASHANAN

1.Origem e história;
2.Os ritmos Bantu no Brasil;
3.Congo de Ouro; Cabula; Barravento; Arrebate; e suas variações;
Instrumentos: Três Tambores (conga, atabaques, ngoma, etc), agogô, xequerê;
De 28 a 30/7, terça a quinta
Horário 16h às 17h30
Investimento: R$ 125,00
Informação:
Escola Prego Batido

Fones: 11 3868-14 97 /8937-5594
Rua Morro Agudo, 101 - Perdizes, São Paulo CEP-01259-090
Monday, June 22, 2009
XANGÔ CONFIRMA O AXÉ DE SUA CASA: 12 anos de TEV!!

12 ANOS DE TEV!!
Convidamos a todos para essa grande confraternização!
Será realizado no dia 04 de julho às 20:00h a louvação ao Orixá Xangô e aos Caboclos, no TEV- Templo da Estrela Verde, situado em São José do Rio Preto, na Rua Pepino Agrelli, 369, Jardim Vetorazzo. O Templo da Estrela Verde estará fazendo 12 anos de atividade, o número cabalístico do Orixá do Fogo e da Justiça. Será o dia onde os tambores de Ayan vão roncar!
Ao final das atividades será servido o já lendário carneiro na cerveja, especialidade de nossa Iabacê Iyaledan!
Será uma honra contarmos com a presença de todos os irmãos!
AYAN IRÊ Ô!
AYRÁ IBONÃ! AXÉ BODUM AXÉTUN; AXÉ OGBÉROSUN TELOFI YIÁ TOLOMAN IKÚ;
AGANJU XOLÁ BABÁ KIMI KIMI BABÁ, KINIBÁ KINIBÁ BABÁ, GANGÁIA!
BABÁ ELONIKAN! AXÉ BABÁ! AXÉ OGBEBI KAKÁ ODEDI LELÊ!
AXÉ ILÊ AXÉ OGBÉ OMAN ILOXEKUN! BENGBÊ YORO! MOKENKERÊ YORO!
ORANYAN KAINTÉ, IDÉ Ô UARABÁ OLORI IKÁ Ô INÁ;
OKUN, EDUN, OMO YÔBI OMON ALÁFIA!
KAAAAWWWWÔÔÔÔÔ! KAAABIEEECILÊÊÊÊ!
Tuesday, May 05, 2009
Kangoma na Vila!
Tuesday, March 17, 2009
HOMENAGEM! CLARA NUNES

Saturday, January 17, 2009
Trilha e Tradição

Abaixo transcrevemos a matéria que foi publicada pelo Doutorando Jorge Lampa da Unicamp na revista Música ao Vivo:
Veredas da cultura popular brasileira
- por Jorge Lampa
A roda, a rede e a religião
Começo pelo último item e já com o pé na porta para desfazer qualquer possibilidade de mal-entendido. Ou seja: para afirmar que não estou aqui para fazer proselitismo. Ou seja novamente: que não estou aqui para propagar ideais religiosos ou tentar atrair adeptos para esta ou para aquela seita, religião, etc. Meu negócio é arte, é música e a verdade é que elas sempre andaram juntas. Digo, a música (e a arte em geral) e as religiões (também em geral). Se o assunto fosse a música de Bach seria difícil (e improdutivo) separá-la da música sacra da igreja luterana. Ou entender o Padre (olha só!) José Maurício Nunes Garcia sem falar da igreja católica dos brasis colônia e império.
Isto posto, volto a falar da música afro-brasileira ou, mais especificamente, da música das religiões afro-brasileiras. E aí vocês percebam que estou falando de música sacra, em certa medida, como qualquer outra. Até porque, falar em cultura popular sem tocar na questão das crenças é, no mínimo, uma certa hipocrisia. Pensem nas calungas do maracatu, nos caboclos envolvidos em vários “folguedos”, olhem o fascínio do Mário (sabem qual, né?) com o catimbó na Missão e vamos embora. Vamos que o assunto é a cultura musical das religiões.
Começo pelo lançamento recente do cd “Deixa a Gira Girar”, muito interessante, podem ser obtidas algumas informações (inclusive de como adquirir) no endereço:
http://ayomrecords.blogspot.com/search/label/Deixa%20a%20gira%20girar
“Gira” é um termo bastante utilizado na umbanda e significa “1. Cerimônia; 2. Ação mística de um Orixá.”; acepções tiradas do glossário de “Marginália Sagrada”, de Fernando Giobellina Brumana, Editora da Unicamp, 1991, uma referência bastante sólida sobre o assunto, livro de antropólogo. Já o cd é dedicado às “gravações pioneiras da música de terreiro”. Este primeiro volume traz registros do período de 1900 a 1940. Na verdade, é um apanhado, em suas 24 faixas, de uma produção bastante representativa do segmento que traz música de terreiro e canções populares tematizadas nas religiões de orixás e na umbanda.
Aliás, sobre a música desta, cabe uma observação: suas cantigas, seus “pontos cantados”, são muito próximos do que a gente conhece como “canção popular”. Sobre esse tipo de produção a Ayom Records (pra que esse negócio de “records”, né? Tudo bem, talvez para vender lá fora, espero…) tem outro excelente trabalho de registro chamado “Todo mundo quer Umbanda”. Quem ouve os cânticos em português narrando aventuras e desventuras de seus principais personagens entende o que digo, principalmente se a gente toma como termo de comparação outras religiões, com cânticos em iorubá ou outras línguas africanas. Então, fica difícil estabelecer uma clara distinção entre a música de terreiro e o que é música de disco, música popular, etc. E quando falo isso, quero dizer também de como o trânsito ocorre de lá para cá, ou seja, o que é “popular”, no sentido de veiculado pela mídia fonográfica vira de terreiro. Tem um estudo muito bacana sobre esse processo com relação a uma grande diva da música de orixás (e figura importante de nossa MPB), Clara Nunes. É da também antropóloga (esta é da USP) Rachel Bakke, dá pra ler em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-85872007000200005&lng=en&nrm=iso
E quando digo que “dá pra ler” quero deixar claro que é um texto, embora destinado aos pós e tudo, de uma leitura bastante amigável, livre de ranços acadêmicos.
Lá a gente vê uma trajetória ímpar num momento da indústria do disco e do show – momento talvez embalado pelos afro-sambas de Baden e Vinicius - que teve pontos de toque entre os dois tipos de música, a de estúdio e a de terreiro. Terreiros, bem dito, pois é bom frisar a diversidade desta última que tem sob tal rubrica a música dos candomblé angola, queto, do tambor-de mina maranhense, do surpreendente batuque negro do Rio Grande do Sul, do xangô pernambucano e muitas mais.
Quem quiser ter uma noção de tal diversidade, dê uma olhada no blog do acervo fonográfico da Editora Ayom.
Embora bastante comprometido com - aqui sim - uma visão religiosa bastante enfática e declarada (afinal, trata-se de uma faculdade de teologia), vale para qualquer interessado em conhecer melhor a cultura musical e tem uma compilação e catalogação de um acervo de forma jamais vista até hoje. Trabalho impressionante! Há sempre exemplos de uma faixa em cada disco ou cd comentado e dá para ter uma idéia auditiva do assunto que estamos abordando.
Trabalho de gigante, embora haja alguns textos aqui e lá com que possamos ter algumas divergências, o simples fato de reunir todo esse arquivo de forma organizada já vale muito, principalmente pelo fato de que esse tipo de acervo normalmente é relegado a um plano muito inferior. Vale também, para quem se interessa por esse tipo de música, para a gente “tirar a teima” sobre alguns produtos que a gente às vezes adquire por aí. Explico melhor, quem já se aventurou pelo mundo da música sacra afro-brasileira sabe que as informações nos cd’s que a gente adquire por aí nem sempre são muito precisas e confiáveis. O blog da turma da Ayom Records entra aí como uma referência para a gente conferir e adquirir alguns dados a mais sobre os discos.
Para ir encerrando, gostaria de sugerir uma leitura (igualmente agradável) de um texto que é uma espécie de par perfeito para a escuta do “Deixa a Gira…” - um complemento, na verdade, já que o encarte do cd traz uma série de informações sobre os artistas e as faixas que estão lá registrados, ressalte-se, com um ótimo trabalho de restauração e masterização.
Trata-se do artigo “FOI CONTA PARA TODO CANTO: as religiões afro-brasileiras nas letras do repertório musical popular brasileiro”.
http://www.afroasia.ufba.br/pdf/afroasia34_pp189_235_Amaral_Vagner.pdf
O nome já diz tudo para vocês saberem do que se trata, apenas acrescento que lá vamos ter um mergulho em outros momentos e outros artistas da nossa história e quem quiser ir além nessa escuta pode entrar no site do Instituto Moreira Salles, uma loucura! Essas coisas do arco da velha, de 78 rotações e mais para trás ainda!
http://acervos.ims.uol.com.br/php/index.php?lang=pt
Também para quem quiser ir além na coisa da religiões afro e sua música, tem o site do Núcleo de Antropologia Urbana da Usp:
http://www.n-a-u.org
onde se encontra o artigo “Cantar para subir: um estudo antropológico da música ritual no candomblé paulista”, entre vários outros dessa patota da pesada (bem anos 70 este termo, né?).
Vale a pena dar uma olhada também na página pessoal de um grande pesquisador de candomblé e religiões, que é o Reginaldo Prandi.
http://www.fflch.usp.br/sociologia/prandi/
Além de uma série de textos interessantes sobre o tema - disponíveis para download - tem um específico do nosso assunto que é o “ Orixás na Música Popular Brasileira: Diretório de 761 letras da MPB com referências a orixás e outros elementos das religiões afro-brasileiras — Período de 1902 a 2000”. Que baita, hein!
Ah, Prandi também é escritor e tem uns livros para crianças e jovens contando de forma muito bacana mitos dos deuses e deusas africanos que deram base a nossa religiosidade local. Narrativas que não deixam nada a dever aos gregos e nórdicos, etc., quanto ao sabor de aventura e à essência humana.
Bom, chega.
Alguém ainda pode perguntar: e a rede, do título do texto? Cadê?
Olha para cima e vê quanto link! Será que estou querendo sugerir um uso enriquecedor da rede mundial de computadores?
Agora, quanto à rede de dormir, depois de tanto cascudo que a vida dá, ave Caymmi – buda nagô, salve Paulinho da Viola – sidartha congo-angola e me deixa ir no balanço.
E abre a roda, que eu também sou cirandeiro.
Jorge Lampa - Músico que sonha em fazer o violão cantar e tocar a própria voz. Ama de paixão a música brasileira em suas várias vertentes e por isso fez e continua fazendo um bocado de cursos (Graduação em Música Popular, Mestrado em Artes e Doutorado em Música, tudo na UNICAMP). Atualmente, encabeça o projeto “Solo, Solar”, plantando suas
composições em solo fértil e abrindo as janelas para o sol entrar. Apareçam.
www.papolampa.blogspot.com
Saturday, December 27, 2008
PRÊMIO DARDOS

O que representa o Prêmio Dardos...
Esses selos foram criados com a intenção de reconhecimento por um trabalho que agregue valor cultural à Web. Seu blogue foi indicado por vários blogueiros e jornalistas por ser um importante resgate das tradições afro-brasileiras. Trabalho que sabemos, infelizmente é muito mais valorizado fora do país. Pretendemos fazê-lo ser reconhecido em grande escala através deste sêlo.”
Friday, November 21, 2008
Xangô pega sua jangada e vai em busca de Ayom!! Vem aí: III Encontro de Curimbas
Xangô da Justiça, de Élon BrasilO Encontro de Curimbas da região noroeste de São Paulo já tornou-se uma atração anual da região. É realizado em conjunto com o Conselho Afro de São José do Rio Preto e trata-se de um evento itinerante, cada ano um terreiro é sede do evento, para que todos possam se conhecer e mais do que isso, para cumprir o Itán (mito) do Ayom, em que Xangô constrói sua jangada para encontrar outras terras e levar a palavra da civilização expandindo seu reino e ir em busca de libertar Ayan Toké.
Abaixo, algumas fotos do encontro de curimbas de 2007, realizado no templo do Caboclo 7 Flexas, da Mãe Sônia de Odé. Uma grande celebração!


Congá do Sr. 7 Flexas, entrada do templo e assistência: todos felizes pelo encontro



Obashanan palestrando sobre o Ayom



Obashanan em invocação ao orixá do tambor e dois momentos da abertura ritualística do evento

Alabês tocando doze ritmos para louvar Xangô


Pai Marcos, corpo mediúnico e ogãs do Templo Pena Branca

Pai Martins e filhos de santo

Pai Miano e suas filhas de santo

Ogãs de Mãe Irani

Fechamento do evento: todos cantando o hino da Umbanda


