Disco 2: 1.Exu 7 Catatumbas - A gente fala; 2.Exu Caverinha - Mozo bonito; 3.Exu Cigano - Salve Povo Cigano; 4.Exu João Caveira - E poerê, ê poerá, olha o mosca; 5.Exu Marê - Navegando, vem navengando & Você que sabe quem sou; 6.Exu Morcego - Um cabo pra Morcego; 7.Exu Omulu - Alumbrando da Cruz; 8.Pomba Gira Cigana - Mistério da Noite; 9.Pomba Gira Maria Padilha das Almas - E Ilumina; 10.Povo Cigano - Magia Cigana;
A Umbanda possui uma grande penetração na Argentina através de templos umbandistas pioneiros. Assim como se deu com algumas raízes da umbanda paulista e mesmo carioca, que se desenvolveram vi terreiros de Angola, Kêto e Nagô, o Batuque do Rio Grande do Sul influenciou muito o modo de se cantar e tocar nos templos da fronteira e assim, a Banda vai se estabelecendo através de rituais próprios e muito particulares por aquelas plagas. Recebemos este disco de um grande irmão nosso, gaúcho, o Paulo Melão, que por vezes "invade" a Província Cisplatina prá nos trazer alguma supresa. E talvez pelo próprio temperamento de nossos "hermanos", eles se afinizam muito com ritos de Kimbanda, daí a importância desse disco. O disco pode estranhar pelo sotaque do Alabê Martin, mas é bem gravado e é uma amostra fidedigna de como se toca e se canta na Argentina, num portunhol esquelético. Claro que muitos pontos são "importados" do Brasil e aos poucos se adaptam à ritualística local. E assim como aconteceu por aqui com as encantarias do nordeste, onde há a presença de violeiros nos ritos, há nos terreiros Argentinos a figura dos tocadores de violão, principalmente em ritos de ciganos.
Para ouvir a faixa 2 do disco 1, "Exu Eleuá - Batalhador do Cruzeiro", clique abaixo: